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Sari cor de rosa

Sari cor de rosa

Há um tempo, a Lênia me convidou para escrever no Empreendedorismo Rosa para dar um tom mais “social” ao Blog. Por que disso? Porque toda a minha experiência até hoje foi justamente na área social.

Ultimamente, preciso confessar que estava meio desapontada com a área e querendo um pouco de distância do assunto. No entanto, meu coração é de lá mesmo. E isso se comprovou, nessa semana, quando ao curtir a página do O machismo nosso de cada dia, vi uma foto que me chamou muita atenção, vejam aqui.

Meu coraçãozinho bateu mais forte e escrevi para a Lênia dizendo: “já sei qual será o assunto do meu próximo post”.

A Índia para mim, até 2007, era um país longínquo, cheio de pobreza, sujeira, antigo, arraigado em preconceito e de pouco desenvolvimento social e econômico. Quando eu entrei na AIESEC (www.aiesec.org.br), descobri um novo mundo: a Índia.

É sim um país pobre, sujo, antigo, arraigado em preconceito e com um “atraso” no desenvolvimento social e econômico, mas vi que é um país incrivelmente surpreendente: cheio de gente linda, de muitas culturas, cheia de movimentos sociais importantes, de costumes misturados e acima de tudo, FORTES.

Fui pesquisar o que era o tal Exército de Sari Rosa. Descobri o seguinte: Sampat Pal era uma vendedora de chá, nascida numa casta baixa (sim, as castas realmente existem na Índia) que mal sabe ler e escrever, e é a líder do Gulabi Gang.

Cansada de ver as mulheres indianas sofrerem abusos de todos os tipos, começou a peregrinar para ensinar as mulheres de todo o país a se defender com o “Iathi”, um bastão de bambu, que é o que os policiais na Índia usam como arma.

Sari é essa roupa “típica” das mulheres da Índia. E o Movimento só passou a ter força e representatividade, quando passaram a usar, como uniforme do movimento, o Sari Cor-de-Rosa.

Essas mulheres ao chegarem a um vilarejo, todas juntas e gritando palavras de ordem, vestidas com saris rosa, pressionam funcionários públicos corruptos ou os maridos que abusam de mulheres a se redimir, devolver dinheiro roubado, evitam casamentos infantis, pressionam investigações contra mulheres e qualquer coisa, que se entenda como violação dos direitos das mulheres.

Hoje, o Exército de Sari Rosa já conta com 100.000 mulheres . Nossa sociedade está dominada pelos homens. Nós mulheres devemos receber educação e também trabalho. Isso solucionaria os nossos problemas”, afirma a “guerrilheira” Sampat.

“Considero-me valente e queria transmitir a outras mulheres essa minha valentia”, afirma Sampat, que se casou aos 12 anos com um homem dez anos mais velho. Teve que brigar com o seu pai para poder ir ao colégio, com o seu sogro para que o véu não lhe cobrisse o rosto e com o seu marido para poder sair da casa.

Quando leio casos assim, e isso ainda me arrepia, eu tenho certeza de que a minha decepção com o mundo social é só temporária. As inconsistências sociais e os absurdos no mundo que me aguardem! Eu volto logo!

Se quiserem se arrepiar um pouquinho, basta assistir o vídeo abaixo! (está em inglês, mas tudo que achei sobre elas estava em inglês...)

Andressa Trivelli é administradora de empresas pela PUC-SP, já trabalhou nos três setores da economia com Planejamento Estratégico e Gestão de Projetos. É sócia diretora da Tekoha desde 2007 e Gerente comercial da Artenata. Especialista em Empreendedorismo pela FGV/Goldman Sachs, e Mestranda em Administração de Empresas pela FGV-SP.

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