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Startup de Curitiba cria aplicativo gratuito para microempreendedores venderem pelas redes sociais

Startup de Curitiba cria aplicativo gratuito para microempreendedores venderem pelas redes sociais

Com a queda no movimento nas ruas, reforço das recomendações de isolamento social e incerteza sobre a economia por causa do coronavírus, autônomos e microempreendedores precisam buscar alternativas para tentar amenizar o impacto nos negócios.

Para tentar ajudar estes profissionais, uma startup curitibana desenvolveu um aplicativo chamado Olist Shops, que cria uma "vitrine online" e ajuda empreendedores a continuar trabalhando pelas redes sociais e aplicativos de mensagem em meio à pandemia.

"Ele foi feito para ser muito simples. Em três minutos a pessoa baixa o aplicativo, coloca as fotos do produto ou serviço e cria o link para compartilhar, sem cobranças ou comissões", afirmou o CEO da Olist, Tiago Dalvi.

  • Segundo Dalvi, o aplicativo já estava em desenvolvimento pela empresa, que trabalha com varejo e marketplaces, mas o lançamento foi antecipado em algumas semanas por causa do novo coronavírus."Tentamos colocar isso de pé o mais rápido possível para ajudar essas pessoas a saírem da situação que elas estão", afirmou.

Da rua para o celular

 

A microempreendedora Silvana Docks, de Curitiba, disse que o movimento da loja de presentes e itens de decoração caiu a zero após as recomendações de isolamento social. "Não vendi mais nada", afirmou.

Apesar de nem conseguir comprar matéria-prima, ela fez o catalogo online para tentar vender os produtos que tem em estoque.

"Estou correndo atrás, mandando o link para os clientes, para ver se consigo me manter neste período", disse Silvana.

Werliane Bescrovaine, proprietária de uma loja de suculentas, também viu na plataforma uma oportunidade para suprir as vendas de rua.

Feiras de rua representavam 40% das vendas de suculentas de Werliane Bescrovaine. — Foto: Arquivo pessoal

"Eu fazia uma feirinha semanal, que representava 40% das minhas vendas, mas que agora eu não sei quando poderei retomar. Estou buscando alternativas online", afirmou.

Segundo o criador do aplicativo, Tiago Dalvi, cerca de 4 mil pessoas aderiram à plataforma em oito dias desde o lançamento.

"A pessoa manda o link para sua rede de contatos e a negociação pode ser feita pelo whatsapp ou outro aplicativo. O que queremos é dar uma oportunidade para aquele empreendedor que não tinha operações online", afirmou.

 

Entregas

Apesar de trabalhar em casa, a confeiteira Flávia Salazar também disse que sentiu os impactos da queda do movimento em decorrência do novo coronavírus.

"Eu esperava um aumento de 15% nesta Páscoa, mas o movimento está menor do que a metade do planejado", disse.

Flávia Salazar adotou a plataforma para ampliar as alternativas de venda online às vésperas da páscoa. — Foto: Arquivo pessoal

Flávia Salazar adotou a plataforma para ampliar as alternativas de venda online às vésperas da páscoa. — Foto: Arquivo pessoal

Flávia Salazar adotou a plataforma para ampliar as alternativas de venda online às vésperas da páscoa. — Foto: Arquivo pessoal

A profissional já usava as redes sociais para divulgar o trabalho, mas, por causa da alta demanda, os clientes buscavam os produtos na casa dela.

"Precisei começar a entregar. Tanto é que estou custeando parte dessa entrega para me manter competitiva", afirmou.

Ela afirmou que o aplicativo foi uma alternativa para tentar divulgar o cardápio de produtos às vésperas da Páscoa.

"Eu investi muito, desde janeiro, para isso. O aplicativo cria um catálogo que eu consigo compartilhar mais fácil. Nessas horas, é importante ampliar as alternativas", disse Flávia.

 

Parceria

A Olist e a Prefeitura de Curitiba fecharam uma parceria para incentivar que os cerca de 2,5 mil artesãos que expõem seus produtos nas 30 feiras da cidade criem suas vitrines virtuais.

A artesã Ana Nilcen Lima Cavalcante, que comercializa peças em bordado nas feiras da Praça Osório e no Largo da Ordem, no Centro de Curitiba, criou seu catálogo para tentar contornar a situação no período que ficará em casa.

Segundo ela, a plataforma serviu para que, no futuro, ela possa manter a operação digital, mesmo com o retorno das feiras.

"Eu adorei porque está havendo uma troca muito boa. Acho que, depois, vai sobrar uma coisa boa de tudo isso", afirmou.

Fonte: G1

 

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