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Pequenos Empreendedores

Por Karla Fabro

Uma das palavras que melhor define as crianças é: curiosidade. Elas estão na maior parte do tempo explorando sem medo de errar, buscando descobrir ou criar algo novo e nas suas mentes ingênuas, as possibilidades do que pode ser feito são infinitas. Algumas das características que servem de base ao empreendedor.

Embora eu ainda não seja mãe, há pouco mais de dois anos mergulhei no universo do empreendedorismo pelo qual me apaixonei. Queria empreender, mas não sabia exatamente no que, sabia que estava relacionado com ajudar as pessoas no seu desenvolvimento como empreendedores e aos poucos fui me encantando pela possibilidade de ajudar crianças a desenvolverem a mentalidade e atitude necessárias para terem uma postura empreendedora perante a vida. Foi assim que nasceu a Academia de Pequenos Empreendedores.

Fonte da imagem: Trevisart

 

É evidente a necessidade de uma reforma no sistema de educação, que precisa entender o que está acontecendo no mundo fora das quatro paredes de uma sala de aula, onde a criatividade e a inovação são elementos básicos para poder viver em um universo que precisa de respostas rápidas e criativas. Herdamos um formato de educação no qual todos fomos ensinados da mesma forma, como se todos fôssemos iguais, sem valorizar o potencial individual de cada um. Ao invés disso, valoriza-se quem segue melhor a “fórmula” e no final sai “formado” ou seria “formatado”? Com isso, a curiosidade e o espírito inovador vão se apagando à medida em que os anos passam.

Por anos sonhei que minha vocação era estudar para fazer medicina, passei anos perseguindo as melhores notas, para ter o passaporte de entrada no sonhado curso. Segui as “fórmulas” recomendadas e finalmente entrei na faculdade, agora bastava seguir o caminho lógico para ter sucesso na vida. Após um ano e meio percebi que àquela não era a minha lógica, e então tomei a decisão de mudar. Logo descobri que tinha a coragem suficiente para me jogar e fazer isso. Como se não bastasse, além de ter desistido do curso em Quito, no Equador, decidi também vir morar em Curitiba e fazer o vestibular para Psicologia, mesmo nunca na minha vida tendo estudado português, longe de casa, família e amigos. Depois segui o “script”, me formei, fiz uma pós e arrumei um emprego, até o meu segundo momento de coragem, abrir mão da ilusória estabilidade do emprego formal para me arriscar no universo do empreendedorismo.

O segundo momento me deu mais trabalho, afinal ele ia contra aquilo que “aprendi” que seria o certo para uma vida “segura”. Passei algum tempo brigando internamente até que assumi bancar o que realmente queria.

Educar deve ser proporcionar para as nossas crianças, que elas possam desenvolver uma atitude empreendedora frente à vida, desenvolver a segurança em tomar decisões para assumirem quem elas sonham em ser e fazer com que os talentos sejam potencializados.

Além de ajudá-las a serem resilientes, corajosas para enfrentar seus medos, cultivarem a autoestima elevada, mostrar para elas que se ariscar é uma forma de viver plenamente a vida, buscando novas ideias e que errar ou fracassar faz parte desse processo. Devemos dar espaço para que possam ouvir a sua voz interior e não ter medo de experimentar suas habilidades, se tornando adultos mais seguros, generosos e conscientes.

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