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Meu Empreendimento é Acessível?

Por Carla Costa

Qual é o perfil do seu cliente? Idade, preferências, gostos, atitudes...seja de qual tribo ele for se o seu empreendimento for físico certamente ele precisará ser acessível, isto é, oferecer condições de segurança que confira autonomia ao usuário resguardando sua integridade física e emocional.

No Brasil temos em vigência a NBR-9050, norma brasileira de acessibilidade, importante instrumento balizador a ser utilizado na elaboração de espaços destinados ao uso público, cujo material está disponível na rede conforme link ao final do texto. No que tange à acessibilidade, em algum momento da vida, todos apresentaremos algum tipo de deficiência, seja ela visual, auditiva, tátil, motora ou cognitiva, que, mesmo sendo transitória, deverá ser considerada.

Fonte da Imagem: Estúdio Trevisart

A mídia alerta a respeito do novo olhar que se deve ter sobre as igualdades e diferenças, então por que o empreendedor muitas vezes fica à margem dessa informação ao materializar seu projeto? Equilibrando-se entre encargos, impostos, estudos de viabilidade, controle, olho apurado na contratação de colaboradores e divulgação do produto nas redes sociais, frequentemente ele se esquece de fazer o check list da acessibilidade.

Se para o investidor o desafio é grande, para muitos clientes o simples fato de transpor uma porta de entrada, separada da rua por um degrau de 10 a 15 cm da soleira, poderá se tornar um obstáculo e quem sabe um impeditivo para conhecer o seu produto, ou pior ainda, poderá provocar um acidente.

Uma forma inicial de avaliar seu empreendimento, do ponto de vista de acessibilidade, será percorrê-lo fisicamente, como seu cliente o fará, desde a calçada. A frente de sua loja deve ser perfeita, a calçada desobstruída, com revestimento uniforme e em nível e inclinação máxima de 2%. Considere o sistema de abertura da porta, pisos antiderrapantes, visualização de superfícies transparentes, existência de cantos vivos no mobiliário, sanitários (ao menos um) acessível, prateleiras de fácil acesso, circulações livres para que o usuário de uma cadeira de rodas possa ter a liberdade de se deslocar sem ficar esbarrando em enfeites e obstáculos. Todo cliente quer ter autonomia, assim, você estará reduzindo o nível de estresse ao oferecer um local devidamente adequado.

Seu produto é voltado para crianças? É indispensável que tenha um trocador em local reservado e seguro, com pia e lixo para fraldas, caso sua loja não seja dentro de um shopping center. Assegure que a permanência das crianças gere o menor desgaste possível aos responsáveis e assim tenha certeza que eles voltarão, ou pelo menos, divulgarão bem a sua loja enquanto aguardam na fila, à saída da escola.

Tem espaço para uma poltrona confortável? Ponto a favor! O acompanhante do seu cliente nem perceberá os longos dez minutos enquanto o aguarda sair do provador. Se for uma pessoa de idade, este item será a cereja do bolo, se acompanhado por água gelada ou um café fresco.

 

O vestiário deve comportar tranquilamente um círculo com raio de 1,50m para que um usuário de cadeira de rodas possa fazer ter a autonomia desejada. Vestiários são pouco explorados, normalmente os visito querendo desaparecer imediatamente deles! Iluminação péssima, cor de luz errada, espaços ínfimos e nada de local certo para apoiar bolsas ou casacos. Bem, este é um assunto para uma outra conversa...

Para quem tem mobilidade reduzida este local é de alto nível de estresse. Cabines amplas fazem o diferencial. Porém sabe-se que muitas vezes o empreendedor tem um espaço reduzido, que mal cabe o balcão e o vendedor.  Todos os empreendimentos de rua deverão ter ao menos um sanitário para o cliente e, neste caso, acessível (consultar NBR 9050)  com um trocador para  crianças, e que não esteja sendo utilizado como área de depósito, entulhado de caixas.

A estética é importante, porém perde o sentido se o fluxo não for livre, sem obstruções e com informações claras. A setorização das funções deve ser objetiva para que tenha um bom desempenho para o cliente e para quem trabalhar neste local.

Aconselho que se leve a sério a acessibilidade, instalando rampas e demais recursos dentro do solicitado em norma pois, sabemos que acidentes acontecem, mas quando são provocados com a anuência do proprietário que instalou um equipamento de forma irregular, deixa de ser acidente e passa a ter implicações legais sérias de responsabilidade. Parece difícil, mas não é, desde que orientado por um profissional habilitado, que proponha soluções para eventuais problemas.

Vamos empreender com alegria e portas abertas para todos! Ah! Só uma lembrança, não menos importante: treinem e informem seus colaboradores, pois eles refletirão o perfil do seu investimento durante a sua ausência.

Novos tempos, vamos embarcar nesta onda!

Alguns sites interessantes:

http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_164.pdf

http://incluase.blogspot.com.br/2008/10/sobre-acessibilidade.html

Em tempo: Carla Costa será uma das pROSEADORAS no Ciclo de Palestras do Empreendedorismo Rosa neste mes de maio.

Acesse mais informações aqui  http://bit.ly/1SWdiIT e venha fazer parte.

 

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