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Loft lança programa de licença paternidade de seis meses para colaboradores

Loft lança programa de licença paternidade de seis meses para colaboradores

Depois de irromper 2020 com o título de primeiro unicórnio brasileiro do ano, a Loft, especializada na compra, reforma e venda de imóveis, acaba de lançar a licença paternidade remunerada de seis meses para seus colaboradores. A iniciativa, batizada de “parental leave”, estabelece uma licença mínima compulsória de dois meses para os homens, o que a coloca como pioneira no país a adotar a medida.

“Analisamos vários cases dentro e fora do Brasil para definir os parâmetros do nosso programa”, conta Flora Oliveira, diretora administrativa da Loft, ressaltando que os exemplos mais positivos vêm dos países nórdicos. “O objetivo é criar oportunidades iguais para homens e mulheres no trabalho e em casa, mudar a nossa realidade como empresa e, dessa forma, impactar o mercado como um todo.”

Renata Feijó, diretora jurídica da empresa, explica que a cultura da Loft passa pelo relacionamento de longo prazo com os colaboradores, 460 atualmente, e que medidas como essa não devem ser encaradas como custo, mas como investimento, já que contribuem para a retenção de talentos. Vale lembrar que processos de desligamentos e contratações podem, muitas vezes, custar muito do ponto de vista financeiro e até operacional, comprometendo as atividades do dia a dia.

Outro ponto positivo da iniciativa é que, a partir de agora, homens e mulheres custarão o mesmo para a empresa. Isso impacta diretamente outro programa da Loft: o da equidade de gênero. Isso porque, à medida que eles e elas tiverem direitos iguais após o nascimento de um filho, as mulheres se sentirão mais seguras para usufruir do benefício – ao contrário do que acontece em muitas companhias, onde elas abrem mão do direito legal e acabam voltando mais cedo com medo de perder sua posição. Essa insegurança resulta numa triste realidade: segundo pesquisas da área de recursos humanos, 48% das mulheres que voltam de licença maternidade acabam se desligando da empresa em um prazo entre três e seis meses.

Há, ainda, um efeito colateral nessa medida. “A partir do momento que um homem tiver a chance de viver essa experiência, ele certamente vai voltar ao trabalho com uma percepção diferente da realidade das mulheres”, diz Flora, explicando que isso cria um efeito cascata capaz de contribuir para a formação de uma cultura corporativa muito mais justa.

Renata explica que a obrigatoriedade de afastamento de dois meses foi decidida com base nas necessidades da criança. “A partir dessa fase, ela já tem uma rotina de sono e de alimentação”, diz. Outra resolução foi que, ao voltar ao trabalho, tanto homens quanto mulheres passarão por um processo de reintegração. “Tudo muda muito rápido nos dias de hoje, principalmente numa startup”, diz Flora. “Ninguém é obrigado a chegar e saber imediatamente o que está acontecendo. Todos eles serão readaptados.”

Nesta semana, três colaboradores da empresa – dois homens e um mulher – se preparam para viver a experiência. “Nós contribuímos com eles e eles nos ajudam a ser a empresa que queremos ser”, conclui Flora.

#VAIPLANETA

Fonte: FORBES

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