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Inclusão e o Direito de ser mulher

Por Mara Gabrilli

Estivemos no Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama. Embora o tema já soe comum para muita gente, há ainda questões pouco debatidas sobre a doença, como a falta de acesso ao exame preventivo para mulheres com deficiência. Você já pensou nisso?

Hoje, a maioria esmagadora dos postos de saúde não oferecem espaços acessíveis, tampouco equipamentos adaptados, como mamógrafos, para que uma mulher cadeirante ou com mobilidade reduzida, consiga realizar exames que detectam o câncer de mama e de colo do útero. As dificuldades são ainda maiores para ter acesso a um pré-natal.

Fonte da imagem: Paula Soares

 

Na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), projeto que relatei na Câmara dos Deputados e que entra em vigor em janeiro de 2016, fizemos questão de garantir­ que as unidades básicas de saúde tenham não só equipamentos acessíveis, como mamógrafos e macas para mulheres cadeirantes, mas também intérpretes de Libras para prestar atendimento ao público com deficiência auditiva.

Quando falamos de prevenção é fundamental que exista informação adequada e acessível para todas as pessoas. Isso inclui a população com deficiência, seus familiares e cuidadores, que também devem ter acesso sobre condições de saúde, autonomia e qualidade de vida.

O texto da LBI ainda assegura atenção integral à saúde da pessoa com deficiência por intermédio do SUS, inclusive o direito à fertilização assistida. Afinal, toda mulher tem o direito de expressar seus direitos sexuais, reprodutivos e civis, como casar e ter filhos.

A deficiência não é um impeditivo para que a mulher com deficiência tenha filhos ou forme uma família. A barreira só existe com a falta de acessibilidade dos espaços, serviços e também do olhar de nossos gestores e da sociedade.

Quando restringimos o acesso a qualquer ação de prevenção, estamos automaticamente aumentando gastos futuros, uma vez que o custo de um tratamento é muito superior ao de um exame. Sem contar no prejuízo indelével que um câncer pode causar a vida de uma família inteira.

Quando a mulher com deficiência encontra acesso aos serviços necessários para uma vida digna e saudável, ela pode contemplar a plenitude de sua feminilidade. Pode ser mãe, profissional e o que mais desejar. A deficiência não a impede de fazer nada. Agora, a deficiência das cidades sim.

Para produzir e realizar é preciso ter saúde. Para amar é preciso ter respeito. Com a Lei Brasileira da Inclusão, esperamos alcançar patamares ainda maiores que os já conquistados. As mulheres e as pessoas com deficiência terão mais uma ferramenta para exigir seus direitos e ter uma vida mais livre de amarras.

 

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