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Comece o ano dizendo não

Eu sou uma curiosa. Essa característica me faz querer fazer tudo e, de vez em quando, esse tudo acontece ao mesmo tempo. Bem do contra do que diz a tendência, um dos meus objetivos para 2014 é aprender a dizer não.

Fonte de Imagem: Tumblr

Hoje em dia, parece que existe um movimento para dizermos mais SIM, pois é positivo, atrai coisas boas e não sei mais o quê. Será mesmo?

No meio de tantas tarefas que nos colocamos no dia a dia, como trabalho, casa, família, acreditamos que dizer sim para o que aparecer é aproveitar as oportunidades, que muitas vezes não são fáceis de encontrar. Mas quanto tempo paramos para pensar se aquilo realmente irá acrescentar algo em nossas vidas? O quanto de esforço aquela tarefa irá nos exigir?

Eu aprendi que um bom profissional precisa ser multidisciplinar, com isso, sempre achei que eu deveria aprender muita coisa e ter muitas experiências. Mas, em contrapartida, vejo que outras pessoas estão numa “vibe” diferente, de se especializar, definir objetivos específicos e ir atrás deles. Com isso, elas recusam essas oportunidades que aparecem e focam em algo  específico, quase fechadas numa bolha que as impede de desviar do seu caminho já traçado.

Por isso, em 2013, eu comecei timidamente a me afastar de atividades que me desviavam de meus objetivos. Atividades que me dão orgulho, que tenho prazer em fazer, mas que ocupam uma caixinha do meu cérebro que poderia ser utilizada para reforçar e acelerar o caminho para objetivos que me tragam resultados, não só financeiros, mas profissionais.

Claro que o desenvolvimento pessoal é extremamente importante e também a multidisciplinaridade, mas algumas necessidades básicas precisam ser cumpridas para que possamos adicionar alguns “features” em nós mesmas. É o que digo sobre a questão do voluntariado. Fazer o bem às pessoas não é a necessidade fundamental do ser humano. Segundo a pirâmide de Maslow, precisamos cumprir nossas necessidades de base para alcançarmos o topo, da realização pessoal, que inclui moralidade, criatividade, solução de problemas, entre outros.

Eu acredito que preciso rever algumas prioridades da minha vida e avaliar se estou cumprindo tanto com as minhas necessidades quanto com as dos meus empreendimentos. E devo começar a dizer não para o que não atender esses objetivos. Claro, eu ainda estou no começo, tenho muito a viver, experimentar e a aprender, mas eu já decidi. Começo o ano dizendo não, e o primeiro é para a preguiça. Quero começar o ano mais determinada do que nunca.

Um bom ano para você também!

 

Amanda Riesemberg é publicitária e empreendedora social. Fundadora da Nossa Causa  - Agência de Transformação Social, luta pelo crescimento do voluntariado, das solidariedade no país e da profissionalização do terceiro setor. Voluntária no Instituto HUMSOL, foi uma das 15 brasileiras convidadas para o Programa de Intercâmbio de Empoderamento Feminino realizado nos Estados Unidos em 2012. Trabalhou com campanhas sociais como Esta vaga não é sua nem por um minuto, Outubro Rosa, Ciclista Legal e Antonina Weekend e também empreende a Baum Filmes.

 

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