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Outubro Rosa - Depoimento de Evelin Scarelli

A REDE ROSA, que nos aproxima, me levou até o Blog Lenço Cor de Rosa onde conheci a linda jovem Evelin Scarelli. Convidei-a para escrever dentro do espaço Outubro Rosa e ela prontamente me respondeu. Traçamos um bate-papo online sobre sua história de luta, dor, determinação e superação.

Fonte das imagens: Arquivo pessoal da convidade Evelin Scarelli

Aos 23 anos, ela não tinha por hábito fazer o autoexame e nem sua ginecologista de realizar a palpação das mamas, durante a consulta. Em certa manhã, ela tocou, por acaso, o seio e percebeu que algo não estava certo. O câncer de mama foi descoberto em dezembro de 2011. Três dias antes do ano novo, ela  realizou a primeira mastectomia.

Sua quimioterapia terminou em maio de 2012. Em agosto, a ressonância apontou uma linfonodomegalia axilar na outra mama, a direita, e ela terá de fazer nova cirurgia, mas desta vez sem necessidade de quimioterapia e radioterapia.

O INCA afirma que existem no máximo 2 casos a cada 1 milhão de mulheres com câncer de mama, dentro de sua faixa etária. Portanto, a história de Evelin nos alerta e confirma que o autoexame ainda é o melhor caminho para a prevenção e detecção do câncer de mama.

Compartilho com vocês o carinhoso depoimento de Evelin ao Empreendedorismo Rosa. Muito obrigada Evelin ROSA Scarelli!

Lênia Luz

Alô, alô às desavisadas, o câncer de mama não escolhe idade! Meu nome é Evelin de Moraes Scarelli e entrei para as estatísticas de portadoras de câncer de mama no final do ano passado, aos 23 anos. Câncer de mama aos 23 anos? Pois é, câncer... ascendente em touro, com terceira lua em Plutão, na primeira casa em Urano. Brincadeiras à parte, o câncer é um assunto muito sério. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), somente neste ano, mais de 52 mil mulheres brasileiras serão diagnosticadas com Câncer de Mama.

Descobri o meu primeiro tumor através do autoexame e como sou muito nova, o médico realizou uma cirurgia que acreditava ser apenas para a retirada de um nódulo de gordura. Após o resultado da biopsia, o próprio mastologista desacreditou e enviou o resultado para mais quatro especialistas.

E vocês acham que a minha vida mudou por causa disso? Sim, e para melhor. Não sou a favor de “vender” o câncer e todas as coisas boas que ele me trouxe, mas convenhamos que “evoluir” aos 23 anos é como ganhar na loteria. Hoje, sou outra mulher: carregada de marcas físicas graças as sessões de radioterapia, quimioterapia e da cirurgia de mastectomia, mas carregada também de marcas internas, como a paciência e o amor absoluto pela vida e pelas pessoas. Dificilmente alguma coisa me tira do sério. Perdi o medo de falar em público e hoje saio por aí dando entrevistas em sites bacanas e informativos como este.

Sinceramente, não sei em qual grau de felicidade me encontraria se não estivesse “protegida” pelo diagnóstico precoce (e bota precoce nisso). Só sei que reforçar a positividade da vida, agora que luto por ela, me faz ter a certeza de que a cura do câncer encontra-se no “tocar em frente”. E na mesma velocidade com que a surpresa do câncer chegou, levando consigo as minhas mamas e os meus cabelos, ele irá embora... O ciclo do inverno se fechará e meu físico recomeçará aflorar. A árvore manteve-se firme... e serena.

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