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Apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de Tecnologia da Informação (TI) são mulheres

Apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de Tecnologia da Informação (TI) são mulheres

No passado, a área da tecnologia era majoritariamente composta por homens, não muito diferente de diversos outros setores do mercado de trabalho. Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de Tecnologia da Informação (TI) são mulheres. Esse resultado não é devido a escolaridade, pois segundo o IBGE, profissionais de TI do sexo feminino têm grau de instrução mais elevado do que os homens do setor no Brasil. Porém, com a globalização e as diversas conquistas das mulheres, esse cenário está em constante mudança para se alcançar a igualdade entre os gêneros. 

Camila Câmera e Flora Marone são alunas do curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas Bilíngue do Senac Tech e em função da capacitação conseguiram uma oportunidade de levar seus conhecimentos e suas competências para o mercado de trabalho em empresas de tecnologia. “Todos os locais que eu pesquisava apontavam para um déficit de profissionais. Tive receio de não conseguir me adaptar na área, mas me surpreendi com o meu próprio aprendizado e com as oportunidades que surgiram”, conta Flora. 

Segundo Camila, a tecnologia ainda tem problemas, mas está sempre em busca de inclusão e de evolução. “Foi isso que me cativou. Sempre tive vontade de poder fazer a diferença no ciclo social que estou inserida e vi na tecnologia uma oportunidade para isso”, relata. A aluna também teve inspiração em uma tia, que nos anos 60 trabalhou em uma grande empresa de tecnologia e que deixou de receber um prêmio de reconhecimento apenas por ser mulher.

Flora trabalha em uma empresa que possui um ambiente agradável e estimulante, mas ela sabe que ao longo de sua trajetória, infelizmente, isso poderá ser uma exceção. “Sinto que durante a minha carreira podem vir desafios e possíveis descréditos ao meu trabalho. Tento transformar isso em mais uma motivação para aprender cada vez mais e adquirir melhores habilidades – que se tornem cada vez menos questionáveis”, diz.

Por muito tempo o mercado de trabalho capacitou e priorizou homens na área e a mudança desse cenário vem acontecendo aos poucos. É graças ao trabalho de profissionais ou ainda estudantes, que essa transformação está ocorrendo. “Já passei por situações externas, inclusive dentro da família, em que fui “sutilmente minimizada por fazer o que faço. Nós, mulheres, somos tão capazes quanto os homens de tocar empresas com excelência e de fazermos um trabalho bem feito tendo voz e respeito. Também observo que muitos homens estão lutando junto conosco entendendo que podemos otimizar nossa força e nosso trabalho”, conta Camila.

Apesar dos obstáculos e preconceitos, o mercado está constantemente mudando e abrindo portas para a diversidade. Atualmente, algumas empresas de tecnologia já priorizam a contratação de mulheres principalmente por possuírem características únicas. Não se trata de homens serem piores ou nem melhores profissionais que o sexo feminino, mas que cada pessoa é única e possui suas próprias qualidades e habilidades, podendo acrescentar em qualquer trabalho. A igualdade é o resultado final esperado por todas mulheres.

Fonte:  

http://fecomercio-rs.org.br/

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