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A experiência de cada geração: um tratado de paz nas organizações

Percebo que a geração Y, da qual faço parte, ainda vive um dilema no setor profissional quando o assunto é o misto de gerações dentro das organizações. Apesar do mercado já ter identificado e estar se adequando ao perfil dessa geração que trouxe tantas mudanças, os jovens profissionais e empreendedores ainda ficam perdidos quanto ao peso da relação idade x experiência na rotina das empresas.

Fonte da imagem: clubalfa.abril.com.br

Sempre tive como uma de minhas inspirações a frase de Willian Shakespeare que diz: "Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você̂ aprendeu com elas, do que quantos aniversários você celebrou". Acredito que para a maturidade profissional essa frase vale da mesma forma.

Independente da idade ou da experiência de um profissional ou empreendedor, o que é realmente determinante nas empresas é a contribuição e resultados que cada geração traz. Por isso, acredito que um dos pontos mais importantes trazidos pela geração Y é o questionamento constante. Afinal, em um cenário onde as empresas precisam mudar e inovar,  cada vez mais rápido para se tornarem competitivas no mercado, a falta de opinião e colaboração da equipe pode ser um grande problema.

O profissional ou empreendedor, seja de qual geração for, precisa tomar consciência e aprender a administrar as suas competências e também suas limitações. Na prática algumas mudanças de comportamento ainda não estão muito claras dentro das empresas, e neste caso, a humildade dos profissionais de saber que, apesar de existir uma hierarquia, cada pessoa envolvida no processo tem a sua importância pode ser a diferença entre a paz e a guerra entre gerações.

Procurar ouvir e respeitar uma opinião contrária a sua, e ainda aprender com esta, é premissa básica para ser respeitado como profissional. Exponha seu ponto de vista, e peça a opinião dos demais, essa troca de experiência costuma ser mais rica do que a busca por informações e conhecimento em outras fontes. Quando você pensar se deve ou não se posicionar mais firme, antes de tudo esteja embasado sobre o que estiver em questão. Mostre que a sua intenção não é provar que é o dono da verdade, apenas que quer contribuir no que for possível. Isso vale em qualquer ocasião, sem entrar no mérito de idade ou experiência. Não tenha medo de estar errado. O erro faz parte do aprendizado, e saber qual caminho não seguir já é uma grande experiência.

Thamires Freitas de Almeida é Bacharel em Ciências Contábeis, ex-auditora contábil de uma multinacional, proprietária e administradora da empresa STOT do Brasil, detém uma franquia da Multicanalidade ligada a holding SMZTO Participações. Conselheira do Conselho da Mulher Executiva – CME e do Conselho de Jovens Empresários – CJE da Associação Comercial do Paraná – ACP. Sócia fundadora do Interact Clube Cachoeirinha – RS, grupo de jovens ligado ao Rotary Clube, atuou por 3 anos sendo presidente na gestão 2008/2009.

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